Processos

Soldagem a laser – Técnicas de soldagem

Ao interagir com a matéria, parte da radiação do feixe laser é absorvida, parte refletida. A parte absorvida é de tal ordem de grandeza que aquece o material, levando-o a vaporização ou a fusão, dependendo da densidade de energia aplicada, e configurando duas técnicas de soldagem, a técnica “key-hole” e a técnica por condução.

 

técnica “key-hole”

No caso de vaporização do material, forma-se uma coluna de vapores metálicos partindo do ponto de interação do feixe com o material e avançando em direção ao interior da peça. Esta coluna, semelhante a um furo, recebe o nome de “key-hole” e absorve grande parteda radiação incidente na peça, distribuindo-a posteriormente; a forma do cordão será, portanto, semelhante a um furo. Como o processo é dinâmico, o deslocamento da peça garante a sustentação do “key-hole”; no entanto, deve existir uma velocidade de avanço mínima para que o processo se mantenha. Com o deslocamento do “key-hole”, a massa de material líquido vai-se solidificando e produzindo a soldagem.

técnica por condução

Quando a densidade de energia não é suficiente para a vaporização mas apenas para fusão, ocorre a soldagem por condução, que tem um mecanismo extremamente semelhante ao dos processos de soldagem convencionais, com o calor sendo dissipado lateralmente; a forma do cordão será similar a um V.

transferência pulsada

Para aumentar a potência e consequentemente a penetração, um recurso usadoéa utilização da transferência pulsada. Nesta transferência, o equipamento fornece potência em dois diferentes patamares, com um mecanismo semelhante ao do processo TIG com corrente pulsada. Este mecanismo é bastante útil na soldagem de materiais como alumínio e cobre.

soldagem de aços galvanizados

A soldagem de topo de aços com revestimento de zinco tem sido uma área estudada por alguns laboratórios. Quando se soldam aços com revestimento à base de zinco, há a formação de um plasma muito forte, devido ao baixo ponto de fusão do zinco e à alta pressão de vapor. O plasma formado afeta a absorção da energia envolvida na soldagem, causando a formação e/ou aumento de respingos e porosidade na solda. Soluções para estes problemas incluem controlar a proteção gasosa e o controle da abertura entre as peças, encontrar uma frequência de pulso para o raio laser e minimizar o efeito nocivo do plasma formado. O método mais usual é o controle da distância entre as chapas a soldar, a fim de que os vapores escapem pela zona de fusão.

 Link Relacionado:

Soldagem – Coleção tecnológica SENAI – 1ª ed. 1997

 

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